Negociação UFRRJ ITR

Forum de discussão sobre a matéria de Negociação ministrada pela professora Elizabeth na UFRRJ ITR


    Tipologia de conflitos e suas funções sociais

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    MAURICIO BARBOSA MONTEIRO

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    Tipologia de conflitos e suas funções sociais

    Mensagem por MAURICIO BARBOSA MONTEIRO em Ter Abr 07, 2015 10:44 pm

    Tipologia de conflitos e suas funções sociais
     
    Em resumo, pode-se entender diversas classificações de conflitos e dessa forma, resume-se que o conflito é natural do ser humano e por isso tão presente no ambiente empresarial, que é composto por pessoas, das mais diversas opiniões e personalidades. Os conflitos são presentes em todos os ambientes entre um grupo de pessoas, inevitável mente haverá divergência de ideias, objetivos, entre outros fatores.
    Diversos autores conceituam o conflito de diversas formas, tais como:
    Conforme Berg (2012), a palavra conflito vem do latim conflictus, que significa choque entre duas coisas, embate de pessoas, ou grupos opostos que lutam entre si, ou seja, é um embate entre duas forças contrárias.
    Burbridge e Burbridge (2012) defendem que conflitos são naturais e em muitos casos necessários. São o motor que impulsiona as mudanças. No entanto muitos conflitos são desnecessários e destroem valores, causando prejuízo para as empresas e pessoas que nela trabalham.
    Já Chiavenato (2004), conflito ocorre pela diferença de objetivos e interesses pessoais, e é parte inevitável da natureza humana; constitui o lado oposto da cooperação e da colaboração, a palavra conflito está ligada a desacordo, discórdia, etc. Para que haja conflito, além da diferença  dos fatores citados, deve haver uma interferência deliberada de uma das partes envolvidas, ou seja, quando uma das partes, seja individuo ou grupo, tenta alcançar seus próprios objetivos interligados com alguma outra parte, a qual interfere na sua busca de atingir os objetivos.
    O conflito pode ocorrer no contexto de relacionamentos entre duas ou mais partes, podendo ser entre pessoas, grupos ou organizações, assim como pode ocorrer entre mais de duas partes ao mesmo tempo. Nota-se que maior parte dos autores concordam sobre a inevitabilidade do conflito, pois é da natureza humana, e como as pessoas integram as organizações, estas terão de aprender a lidar com essa realidade.
     
    ·                    Tipos de conflitos
    Para melhor conhecermos os conflitos é importante que saibamos suas formas e tipos de ocorrências, para podermos identifica-los, quando nos deparamos com uma situação de atrito e uma melhor forma de resolução.
    Para Berg (2012) defende que existem três tipos de conflitos: Pessoais, é como a pessoa lida com si mesma, são inquietações, dissonâncias pessoais do individuo, e reflete num abismo entre o que se diz e faz, ou contraste entre o que se pensa e como age. Interpessoais, é aquele que ocorre entre indivíduos, quando duas ou mais pessoas encaram uma situação de maneira diferente. Embora boa parte dos conflitos sejam causados por processos organizacionais, a maioria dos atritos e desavenças são, no entanto, de origem interpessoal, o que torna-as mais difíceis de se lidar. Pode  existir ainda dentro dos conflitos interpessoais, o intragrupal ( divergência numa mesma área, setor, etc.), e intergrupal  (dissensão entre áreas, setores diferentes). Conflito organizacional, esse tipo de conflito não é fundamentado em sistema de princípios e valores pessoais, e sim do resultado das dinâmicas organizacionais em constante mudança, muitas delas externas à empresa.
    Já para Burbridge e Burbridge (2012), existem dois tipos de conflitos, o interno e externo. Conflito é o que pode ocorrer entre departamentos ou unidades de negócios, mas sempre tem como raiz o conflito entre pessoas. O conflito externo em geral  é mais facilmente identificado, e tem o custo mais fácil de ser medido. Nesse caso o conflito pode ocorrer com outra empresa, com o governo, outra organização ou até com um individuo. Em todos os casos onde há conflito há pessoas, onde há pessoas há emoções.
    Para Chiavenato (2004), existem vários tipos de conflitos: o conflito interno e o conflito externo. O interno, ou intrapessoal, envolve dilemas de ordem pessoal; o externo envolve vários níveis, como: interpessoal, intragrupal, intergrupal, intra-organizacional e interorganizacional.
    Faleiros (2005) destaca que existem diferentes tipos de conflitos, e a sua identificação pode auxiliar a detectar a estratégia mais adequada para administrá-lo.
    ü    Conflito latente: é aquele conflito que não é declarado e não há, mesmo por parte dos elementos envolvidos, uma clara consciência de sua existência. Eventualmente, não necessitam ser trabalhados.
    ü    Conflitos percebidos: os elementos envolvidos percebem, racionalmente, a existência do conflito, embora não ocorra ainda a manifestação aberta do mesmo.
    ü    Conflito sentido: consiste naquele que já atinge ambas as partes, e em que existe a emoção e forma consciente.
    ü    Conflito manifesto: trata-se daquele conflito que já atingiu ambas as partes, já é percebido por terceiros e pode interferir na dinâmica da organização.
     
    Autores conceituam que o conflito pode ser dividido em diferentes áreas:
    1.                  Conflito social: este tipo de conflito surge em decorrência do grau de complexidade e implicação social. As pessoas vivem numa sociedade altamente  evoluída do ponto de vista social e tecnológica, mas, ao mesmo tempo, imensamente precária em termos de habilidade para negociações. Constatamos que a violência tem sido, historicamente, um dos instrumentos mais utilizados na tentativa de sanar conflitos.
    2.                  Conflitos tradicionais: estes pertencem a história e são os que reúnem indivíduos ao redor dos mesmos interesses, fortalecendo assim a solidariedade existente entre as pessoas.
    Os conflitos aparecem por três razões principais que seriam: pela competição entre as pessoas, por recursos disponíveis, mas escassos; pela divergência de alvos entre as partes; e pelas tentativas de autonomia ou libertação de uma pessoa em relação à outra.
    O maior desafio então é saber escolher a melhor estratégia de resolução para cada caso, levando em consideração tudo que for importante, escutando os envolvidos e buscando aumentar os efeitos construtivos e minimizar os destrutivos, promovendo o bem estar entre as pessoas e o desenvolvimento da organização. O que sempre fará a diferença serão as pessoas, sua intenções e habilidades, por isso são tão importantes nas organizações, e estudar formas de auxiliar na sua convivência e bem estar se faz necessário e imprescindível para todo gestor as organizações que desejam sucesso.

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